quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

E até

E até o perfume perde o cheiro,
E até as flores perdem a cor.
E até o sambista perde o pandeiro,
E até o chocolate perde sabor.

E até a chuva vira arco iris,
E até o couro vira sapato.
E até a feia vira atriz,
E até o gato vira amigo do rato.

E até o dia se faz semana,
E até a noite se faz nublada.
E até de palha se faz cama
E até de trilha se faz estrada.

E até as palavras dizem algo,
E até os olhos dizem quietos.
E até os gagos dizem afagos,
E até os mudos dizem afetos.

Fabiano Favretto

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Pastelão

Comprei um filme estilo pastelão.
De tão gostoso, o comi rindo de minhas amarguras.

Fabiano Favretto

Estou

Estou metodologicamente tecnológico 
Em delineados meios antropofágicos,
Onde eu, sistematicamente metrado,
Desconstruo paradigmas do meu atual estado.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Zoom



Você apenas perdeu seu tempo.


Fabiano Favretto

A poesia

A poesia jamais será universal,
Pois dela a dor só sentiu quem escreveu.
A poesia é egoísta,
É o parecer sintético de uma dor excruciante.
A poesia é tratamento homeopático
Para o mal dos homens doentes de mundo.

Fabiano Favretto

Era uma vez

Nunca leio um livro por vez.
Já leio dois, três ou quatro,
Para que ao meio deles, talvez,
O fim de um seja começo de outro
E este não seja apenas "era uma vez".

Fabiano Favretto

sábado, 26 de dezembro de 2015

2015

O ano passou do jeito que eu não quis:
Cheio de "talvez", e de cosias que não fiz.
Este ano que está findando, algo ele me diz:
"Chegará ano novo, mas tu será feliz?"

Fabiano Favretto



quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Quem me dera ser poeta!

Quem me dera ser poeta!
Saber escrever verdades,
Versos, estrofes e frases
Em rimas belas e corretas.

Quem me dera ser o menor dos poetas,
Para fazer luz o canto do passarinho.
E rimar, rimar, devagar, devagarinho
As coisas simples de natureza perfeita.

Queria ser um mísero poeta!
Queria não, eu quero ainda
Delinear frases nesta vida,
De forma simples e completa.

Queria, quem me dera.
Deus, como eu queria
Ter nas rimas alegria..
Mas não a tenho nesta era.

Quem me dera ser poeta triste,
Quem me dera rimar as árvores
Quem me dera remar às tardes
Neste rio da métrica que inexiste.

Quem me dera ser garoa,
Ponto, vírgula e reticencias.
Quem me dera ter ciência
De não jogar rimas à toa.

Fabiano Favretto

domingo, 20 de dezembro de 2015

Amar, amar e amar

Mais do que amor,
Amo-te mais do que amar.
Mais do que o mar,
Amo-te mais do que o amor.
Amar-te mais do que viver,
Viver mais para amar-te.
Amar, amar e amar,
O amor, amor e o amor.
Amar-te mais do que o amor
É feito amor por te amar.

Fabiano Favretto

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cartas celestes

Escrevi galáxias,
Desenhei faixas:
Constelações
Com corações.
Entrelinhas,
Mil estrelinhas.

Fabiano Favretto


Entrelinhas

Tem poemas que leio leio
E não entendo.
Tem coisas que entendo entendo
Mas não leio.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Estes olhos

Me perco nestes 
olhos
Para neles achar
todos
Os caminhos
belos
Da felicidade.


Fabiano Favretto


Lembranças

Para Suelen.

As lembranças que tenho de ti
São as mais reconfortantes
Pois amo você, e aqui,
Não perco-me como fazia antes.

Mas estas lembranças belas
São instantes de meu presente,
Onde girafas amarelas
Ilustram moldura de um quadro ausente.

Quadro ausente, janela.
Vejo hoje o seu sorriso.
Paisagem tão bela:
Tu de mãos dadas comigo.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Fio

Estou olhando esta faca:
Ela está a reluzir.
Estou a contemplar esta adaga:
Em breve deverei agir?

Cortes profundos,
Riscos diagonais.
Buracos profusos
Golpes meridionais.

Cicatriz exposta,
O sangue coagula.
Não vejo outra resposta
Para esta sede, esta gula.

Na alma vejo feridas
Que insistem em sangrar.
Vejo as minhas mãos frias
Cansadas de lutar.

Fina, doce e lânguida,
A lâmina reluz
O fio estreito da vida,
O grande peso da cruz.

Estou aqui mesmo pensando
E também estou a chorar,
Diante do futuro pesando
No fio da lâmina a cortar.

Fabiano Favretto

Forca

Eu sou só o vácuo
Que nos ocos ossos habita.
Eu sou o frio receptáculo
Desprovido de fé e vida.

Eu sou o vazio sujo,
Eu sou a tristeza profana;
Eu sou corvo cujo
Parecer de morte declama.

Eu sou somente o pó
Jogado ao vento do norte.
Eu dou na corda o nó
Aceitando minha ingrata sorte.

Fabiano Favretto

domingo, 6 de dezembro de 2015

Outra esfinge

Devora-me,
Ou te decifro.

Fabiano Favretto

Dialeto

Não sei em que raios de dialeto
Está escrita a misteriosa canção da vida.

Fabiano Favretto

Epopéia

Buscarei no texto
Minha redenção?

Fabiano Favretto

É tanto(a)

É tanta chuva que cai,
É tanta água a correr;
É tanto tempo que vai,
É tanto calo a doer.

É tanto carro a andar,
É tanto escarro a sair;
É tanta gente a gritar,
É tanta dor a surgir.

É tanto medo lá fora,
É tanto frio aqui dentro;
É tanta gente indo embora.
É tanta borda no centro.

É tanto por enquanto,
É tanto por um tento.
É tanto, e no entanto
É tanto descontento!

Fabiano Favretto

Você:

A primeira a ver
O meu duro rancor;
E depois converter
Esta triste dor,
Para assim haver
O mais puro amor.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Se água

                    S    e        c    h    u    v    a

               N    ã    o        v    a    i    

                            E    m    b    o    r    a,

                    S    ó        c    h    o    v    e,
   
                          S    ó        c    h     o     r    a.

Fabiano Favretto

Chegada

Tempo, advento,
Chegada faz.
Traz alento,
Alegria e paz.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

sábado, 28 de novembro de 2015

Guarda-Chuva

Contra a chuva
Não há ação.
O guarda-chuva
É a nossa estúpida
Transgressão.

Fabiano Favretto

Parabéns!

Como contar prima(v)eras
Se minha vida foi um inv(f)erno?

Fabiano Favretto

Trânsito

Para para
Ver porque não anda.
Corre corre
Ficar parado é um porre.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Voltei

Eu voltei
Mas não para ficar.
Só tornei
Por querer retornar.

Fabiano Favretto

Sazonalidades #4

Outono,
Hold on.
Outro no
Outro não.

Fabiano Favretto

Sazonalidades #3

Inverno
Interno.
Inferno
Eterno.

Fabiano Favretto

Sazonalidades #2

Visão:
Virão!
Verão
Verão.

Fabiano Favretto

Sazonalidades

Prima eras,
Prima serás.
Primaveras:
Prima irás.

Fabiano Favretto

Brinde

Ao ônibus que aos trancos anda,
Brinda sua cerveja um desgraçado.
E dentro deste que foi brindado, exclama
Um velho bebum, pobre coitado.

Fabiano Favretto

Clamor

Oh, tempo que voa
Quem a ti deu asas?
Por que seu uivo entoa
Nas portas tristes de nossas casas?

Oh, vento no relógio do mundo
Por que sois invisível aos olhos?
Por que és lento e imundo
Neste espaço irrisório!

Fabiano Favretto

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Trilho

Entre três
Trens
O trilho 
Treme,
E também
Tem
Entre
Os três
Trens
O brilho.

Fabiano Favretto


Onda

Que regurgita
E não se cansa,
E que se agita
E se encanta.

Gospe-conchas.
Come poesia:
De minha azia
Só debochas.

Engole minha casca
Pilantra-polímere-poética.
Mas com essência efêmera,
Afoga e engasga.

Leva meu cadáver 
Mas deixa minha arma?
Leva meu revólver
Mas deixa minha alma!

Leva o que é matéria
E tudo o que atrapalha.
Deixa somente a poesia
No tapete incólume da praia.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Cinzas

Desabafo,
Desestufo.
E o carvão que restaria
Será somente
Cinzas.

Fabiano Favretto

terça-feira, 17 de novembro de 2015

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sede

Acordei com um amargor na boca
E uma grande sede de poesia.

Fabiano Favretto

Mariposa

Voa a mariposa
Com suas asas de poeira,
Em movimentos espirais
Circunda a luz de tungstênio.
Busca redenção, delata a injustiça:
Quando lagarta,
Sonhava ser borboleta.

Fabiano Favretto

A esperança, dor, Arte e amor

Chega, acabou! Da desesperança não farei mais morada!
Estou cansado de vaga-lumes apagados, de percevejos - rotas luzes desligadas.
A esperança não é objeto para os fracos.
A esperança não é objeto - é Arte.
Mas a Arte não é esperança!
A Arte é amor. No amor, sim, se forja a esperança.
Se no amor se forja a esperança, na dor se forja o quê?
Quem é que sabe?
O amor é uma dor consentida, mas não compartilhada.
A esperança é o amor que esqueceu de ser dor. Ou que dói, foi, mas no final anestesia, aliviou.
Amar a dor, é esperançar a Arte.
Amar a Arte, é fazer da dor amor.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Reagentes

Folhas caídas,
Florestas cálidas.
Flores flácidas
Florescem ácidas. 

Fabiano Favretto

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Poema de noventa graus

Busquei a bendita hipotenusa.
Acabei em ângulo reto.

Fabiano Favretto

O caipira

O caipira deve ser respeitado.
O caipira não anda de pé descalço
O caipira não é um coitado
Da riqueza ele está no encalço.

O caipira é sofisticado:
Tem caminhonete
E lida com o gado.
Com ele ninguém se mete.

O caipira tem nome,
Ele mantém sua identidade.
O caipira não passa fome
Ele tem muita liberdade.

O caipira cuida do planeta,
Sabe o valor que a terra tem.
O caipira não é picareta:
Busca fazer sempre o bem.

O caipira é caipira,
Não é Jeca-tatu.
O caipira tem boa mira
Não tem medo de urutu.

O caipira é cultura,
É parte preciosa do Brasil.
O caipira está na altura:
É o verdadeiro herói do Brasil.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Dono do medo

Eu, mestre da desistência,
Torno-me no dia-a-dia
Por motivo de minha essência
O verme mais medroso,
Sem a víbora sabedoria
E dono de um penar canceroso.

Eu, poeta do desequilíbrio,
Dono do medo em singularidade
Julgo qualquer tola dificuldade
Ser a razão para a perda do brio.

A desistência da complexidade,
Julgar-me tolo à luz do saber.
Precisar, desisto de verdade!
Não preciso o motivo compreender.

Eu, desertor assíduo da luz,
Sou servo da rotina sagaz
Onde a estagnação reluz
E a falsa felicidade traz.

Ai de mim se publicar estes versos!
Sinto medo do que possam pensar;
Podem ser pensamentos perversos.
Pode ser. Desisti de contestar.

Fabiano Favretto

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Calendário

Tenho dois calendários:
Um marca os dias já passados;
O outro marca os dias que me restam.

Fabiano Favretto

Farto

Estou farto
Deste Fado
Fardo.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Do contra

Escolhi ser certinho
Só para ser do contra,
Porque da bagunça em mim
Já não dou mais conta.

Se do contra é ser certo,
É preciso dupla transgressão:
Ter que bancar o esperto
Seguindo o coração.

Fabiano Favretto

Denovo

Uma sensação eu tenho,
Mais do que cretina.
Eu chamaria Déjà vu
Se não soubesse que é rotina.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Grave

Poesia, barco a deriva,
Ao sabor das letras a navegar.
A palavra tímida ao ressoar
No papel torna-se viva.

Na folha branca a pensar,
Encontra-se o lápis irrequieto.
E n'um verso quase arquiteto
Quase hesita em planejar

Este devaneio perfeito
Do grafite-folha-frase
Onde marinheiro eleito

Dono desta embarcação grave
Faz dos seus sonhos alento,
O findar puro de um entrave.

Fabiano Favretto

Feliz em dizer que com este poema ganhei o concurso da PUCPR "Revele seus poutros talentos" na classe Alumni. *---*

Ironia

Acordar em pleno horário de verão
Com um frio de gelar o coração.
Ironia maior que esta não há
Ou será que há?

Fabiano Favretto

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Aos poetas

Por aqueles que as palavras embalam
No ritmo doce das rimas que falam,
Tenho uma grandiosa admiração.
Já está vasto este meu coração

Morada do deleite que transborda
Ao apreciar as linhas de poesias alegres
Que ao papel, desnudas e entregues
Despertam ao passo que a alegria acorda.

Construtores de torres linguísticas,
Escultores de versos não-atrozes.
Velozes em suas características,

Vivam o mundo, poetas ferozes
Com suas almas artísticas
Embargando as nossas vozes.

Fabiano Favretto



Dia do poeta

Queria ser poeta,
Mas poeta não posso ser
Pois assim, sou meio pateta
Teimando em escrever.

Fabiano Favretto

E a aqueles que verdadeiramente poetas são:

Feliz dia do poeta!

Diabo de esperança!

O Diabo foi para a aula de matemática. Era dia de prova. Sentou-se na carteira à minha frente, como se fosse um aluno comum. Percebia eu, que ele sentia-se feliz com tal aula.

Na minha cabeça:
"Mas por que diabos o capiroto está tendo estas aulas de matemática? E na minha classe ainda.."

- Certa vez, disseste que estas aulas são o inferno! - Falou o capeta com um sorriso bobo.
- Mas foi sentido figurado! Apenas forma de expressão!- Respondi
- E por que tu não resolve estas expressões então?
- Porque não tive tempo de estudar.. Agora seja o que Deus quiser!

O tinhoso fez cara de desprezo, e numa labareda de fogo, sumiu. À minha frente nada mais restava além de uma prova em branco. Os ponteiros giravam e a prova continuava não resolvida. Minha falta de capacidade era o "x" da questão.
De repente, vejo uma luz. Um anjo senta na carteira à minha frente, antes ocupada pelo "coisa ruim". Acho que era a esperança. Falei baixinho:

- Passa cola!

O anjo balançando a cabeça em gesto de negação, me entregou um relógio despertador.

TRIIIIIIIIIIIIIIIIIM

O sinal de fim da aula toca. Não, era o despertador - 06:30 da manhã - dia de prova.

- Sonhei? Talvez dê tempo de estudar um pouco.. ô diabo de esperança!

Fabiano Favretto

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Inspiração

É nada,
E após.
E pois,
E (de)pois.
Depois?
Se foi!

Fabiano Favretto

Não, nem, nada e pois.

Não tenho escrito
Nem sequer descrito.
Nada eu tenho dito,
Pois estou circunscrito.


Fabiano Favretto

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Gif novela de uma segunda-feira

Corre o ritmo incessante e incontrolável,

Para este fogo interior poder surgir

Com uma taça de vinho, fluxo constante

E o tabaco sempre a me consumir.

Acende meu fogo, menina

Enquanto a vida lá fora segue artificial

E a  noite de segunda-feira não chega ao final.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Caligrafia de Nuvem

Deus no céu
Escreveu o vento
Com caligrafia de nuvem.

Fabiano Favretto

Barbada

Qual a diferença que tem
De um poeta sem barba
Com um poeta barbado?
A diferença que me vem
São somente os pelos da cara
E algum texto borrado.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

cores flores

Cores
Flores.
Ah!
Se fossem
Dores
Coloridas.

Fabiano Favretto

Chuva

Saí da sombra das marquises
Para abraçar a garoa.
Abandonei a frieza dos guarda-chuvas
E saí de alma lavada.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Certeza

Na hora da tristeza,
Não hesite em me chamar!
Irei com grande certeza
De que posso te ajudar.

Na melancolia que aflige
Tente em mim pensar.
Agora a dor não se extingue
Mas amo te amar.

Fabiano Favretto

terça-feira, 22 de setembro de 2015

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Má escolha

Numa conversa com Deus
Escolhestes a inteligência, homem!
Antes houvesse pedido asas
Para ser livre sem pensar na liberdade.

Fabiano Favretto

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Eu Eu Eu



Datilografando palavras a esmo,
Escrevo em versos eu mesmo.

E neste stêncil de mim mesmo,
Pinto só a mim a esmo.


Fabiano Favretto

Visage

Uma alma penada.
Tinha eu tanta pena dela
Que ela ficou depenada.

Fabiano Favretto

E se eu indagasse

E se eu falar das armas ao invés das flores?
E se eu falar das guerras ao invés dos amores?
E se eu responder qualquer frase sem sentido?
E se eu não conseguir ser compreendido?
E se eu não indagasse
Talvez com poesia
Eu não engasgasse.

Fabiano Favretto

Brincado

E eu que achava
Que poderia brincar
Com as palavras.
Acabei brincado.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

17hrs

- Pode chá.
- Pó de chá?
-Pede chá!
-Pô, deixa?
- Podexa!

Fabiano Favretto

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Soneto para-alienado

Eu, mísero verme espectador
Servo da opinião midiática
Julgo a tudo de maneira lunática
Pelas ações de quem sou seguidor.

Minha razão jamais empírica,
Sobrepõe a minha vazia alma
Me fazendo rir e perder a calma
Quando recebo alguma crítica.

Minha cabeça está tão vazia,
E meus olhos estão vendados.
Toda informação real causa azia

É pesado da ignorância o fardo
E já não faço o que eu fazia;
O facebook tem me ajudado.
Fabiano Favretto

Sem par

Por que tirastes a sede de mim?
Era tão feliz, tão pura e salute
Feita de sonhos e desejos
Paixões viradas do avesso

Espero que hoje ris
Do que um dia desprezou
Da sede que de mim tomou
Das palavras que de mim tirou

Nem sei mais por onde ando
Só sigo em frente, e vou
Ando a sós, par a par
Vida a vida, sem parar

Temo que voltes
E fiquemos sem palavras
E os versos se percam
Mais uma vez entre o sol e a escuridão

Grito, grito forte
Como um gavião sem asas
Sem destino
Sem direção

Veja! Veja o que fizestes de mim
Por onde andei, que nem vi!
Por onde te amei
Que hoje me pergunto se cheguei a sentir

Vou embora, para casa
Espero um amor por lá
Nessa vida escassa
Neste rumo sem par.

por Josiane Favretto Santett

Galope

Hoje acordei com uma vontade de transgredir rédeas.
Fabiano Favretto

Inanição

Sem inspiração
Sem ação
Sem vontade,
Estou em pura inanição.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Diá(monó)logo distante

Tenho sede de conhecimento, 
Mas a fonte se faz distante.

Quando um gênio mede suas palavras
Em um diá(monó)logo co(ntra)m a minha pessoa,
Não entregando o ouro e regulando o alimento,
Subestimando a minha capacidade,
Julgando e condenando as minhas experiências,
Me irritando e desesperando,
Me causando fobia
De falar
Agir
Pensar,

Fico calado
Unindo meu silêncio
À voz dos tolos.

Ah, mas é um silêncio exterior!

Tenho sede de conhecimento, 
Mas a voz se faz distante.
Tenho sede de conhecimento, 
Mas a fonte se faz distante.
Tenho sede de conhecimento, 
Mas a coragem se faz distante.
Tenho sede de conhecimento, 
Mas me faço distante.
Fabiano Favretto

Porra!

Troco um Palavrão
Por uma poesia.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Comida

Comida boa que se come,
Feito d'uma alquimia saborosa
Onde ingredientes se cozem
De uma forma maravilhosa.

Comida boa preparada
Com carinho e muito intento.
Quando em mesa arrumada,
Nos provê o bom sustento.

Comida nunca nos falte,
E que todos tenham o que comer.
Pois a fome, um disparate
Nos faz certamente enlouquecer.

Fabiano Favretto

A Rosa, o Machado e os Anjos

De Guimarães a Rosa,
De Assis o Machado.
Dos Anjos o Augusto faz os poemas
Bem escritos e bem rimados.

Fabiano Favretto

Dá-me

A Lua, Lua Ah!
Deixa-me em desgraça;
Antes fosse minha cura.

A Lua, Lua Ah!
Dá-me uma taça
Cheia de amargura.

A Lua, Lua Ah!
Cheio de brilho e graça:
Infortuna desventura.

Fabiano Favretto

Lembro

Lendo, lembro
Tudo acontecendo.
Bem-vindo Setembro!

Fabiano Favretto


sábado, 29 de agosto de 2015

A Lua, Lua Ah!

Dá-me uma taça cheia de amargura.
Foto: Fabiano Favretto - Telescópio (Aproximação de 72 vezes)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Papo do Mestre Sapo

O Mestre Sapo
Me disse sem embaraço:
"-Faz tudo direito
Aquele que da paciência
Sabe tirar proveito".

Quanta Sapiência!

Fabiano Favretto

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Elegia

Indeléveis os olhos
Eternos em sua expressão
Ao ouvir o coro dos anjos;
A batida de meu coração.

Indefectível tato
Que a minha pele ruboriza.
Faz da saudade, um fato;
Pareço viver uma elegia.

Fabiano Favretto

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Porto do amar

Para Suelen.

Porque eu te amo demais, 
Sozinho não posso estar
E se comigo você não ficar,
Eu não me perdoaria jamais.

Quando a voz me fazer falta,
Usarei do tato para me expressar
E quando a pele sua eu tocar
Transmitirei calor e emoção alta.

O magnetismo dos corpos
E a essência das nossas almas,
Como navios nos portos

Em uma bela manhã calma
Atracam. E alinhados,
Esperam a boca de quem se ama.

Fabiano Favretto

Desajuste

Anacronismo da história,
Assincronismo do relógio.
São apenas questões de tempo.

Fabiano Favretto

Qual

Qual 
O paradigma de minha existência?
Qual? 
Pare, diga-me qual a minha essência!
Qual!

Fabiano Favretto

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Transforma

Transformação
Transforma ação
Trás forma à ação
Atrás da forma a ação
Atrás da formação
Atrasada formação
Atrasada informação
Atrasada informa ação
Atrasa forma e ação
A transforma em ação
A transformação.

Fabiano Favretto 

A guerra

Morri calado
Porque vivi falando.
Sozinho e parado
Foram me enterrando.
Me fundi ao solo
Como parte da terra;
Um soldado tolo
Da vida, a guerra.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sai caro

O fácil é o certo
O fácil é barato
O barato é certo;
O barato sai caro
Se tudo for incerto.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Onomatopeia

tic tic tic tic tic:
Uma onomatopeia.
Era este o andar chic
Da bela centopeia.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Realismo

Meus olhos de plastico
Olham incessantes
A polidez deste mundo elástico
Superficial e entediante.

As vozes sintéticas e agudas gritam;
As paredes imundas rebatem
As infiltrações que úmidas brotam
Das rachaduras que tímidas latem.

Minha grande mão de metal
Está pesando mais para o cinismo
Do que para o mundo real.
Está tão chato este realismo!

Fabiano Favretto

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Pai

Meu pai querido,
És um exemplo de vida.
És meu grande amigo!
Uma imagem querida.

Te amo paizinho,
De todo coração!
Desde pequenininho
Te admiro de montão.

Será para mim sempre
Um herói protetor.
Pois está sempre presente
Demonstrando carinho e amor.

Te amo Pai!

Fabiano Favretto

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Rascunho

Quero exumar
Estas poesias que um dia morreram
Fazendo-as ressuscitar:
Novas idéias agora nasceram.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Encosta

As costas da encosta 
A onda roça,
Quando do mar
Nas costas sua
A onda encosta.

Fabiano Favretto

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Memória

Minha Memória
Não é empírica
Não é da História
E não é científica.

A minha memória
Não é uma Fonte;
Nela não há glória.
É uma vazia ponte.

Minha memória
Não é plausível:
É uma estória
Incompreensível.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Simples e grande.

Tenho um amor simples.
Simples e grande.
Ele não tem muitos substantivos
E nem muitos adjetivos.
É um amor sincero.

O sujeito do amor sou eu
E o pretérito perfeito de amar
Se faz no presente.
Se faz quando ela está presente.

Não conjugo o verbo amar,
Mas o amor em si é conjugado
Constantemente.

Fabiano Favretto

Por enquanto

Mas enquanto
Por encanto,
Mais encanto 
Por enquanto.

Fabiano Favretto

Mais encanto

Uma flor sincera
Possui mais encanto
Que um buquê 
De rosas pragmáticas.

Fabiano Favretto

sábado, 25 de julho de 2015

Flagrante

Perfume:
Fragrância 
Flagrante
Do Crime
De te amar.

Fabiano Favretto

Abiogênese

Abiogênese a poesia surge
Do vácuo frio
As rimas reluzem
Toma vida verso tardio
Palavras que me iludem
Nascem no imenso vazio
Para neste papel morrerem.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Mundo da Lua

Ao perceber seu perfume,
Vou morar no mundo da Lua
Com meus pensamentos em vasto lume
E com o frio desta madrugada crua.

Fabiano Favretto

terça-feira, 21 de julho de 2015

Girafa

Pelo longo pescoço,
Singeleza demonstra.
Em alta classe o escopo,
Movimento apronta.

Nas quatro patas sustenta
Armação de ossos esbeltos
Dos quais estrutura ostenta
Padrão alto, traços corretos.

As cores em energia,
O marrom e o vivo amarelo.
Fazem desta pele, alegria
Igual a um quadro sincero.

O seu andar abrupto e orgânico
Como vento no alto das gardênias
Desmistifica o locomover mecânico
Do tempo nesta tarde do Quênia.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Natureza

Para Suelen

O amor nada tem de profano,
E nada tem de baixeza.
O amor é até sobre-humano
Quando deste amor se tem certeza.

Neste alvorecer chamado amor
Criam-se riscos e espinhos.
Em meio aos espinhos nasce a flor,
E os riscos inexistem se houver carinho.

Amo-te de toda minha natureza,
Beijando-te como quando a onda chega à praia.
Te aconchego com delicadeza
Assim como a luz ama a terra onde o Sol raia.

Fabiano Favretto

terça-feira, 14 de julho de 2015

Solo

Porem veio o amor como chuva e  tornou fértil o árido terreno de meu coração.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Penso

Eu, antes cor,
Agora existo.

Fabiano Favretto

Expirar

É você a minha inspiração,
É todo o meu ar:
Determina minha respiração.
Quando estou a expirar,
Você faz bater meu coração.

Fabiano Favretto

sábado, 11 de julho de 2015

seis meses

Crepúsculo de sexta feira na gelada capital paranaense. Caminhando por ruas encharcadas e de marquises irregulares, atravessei a distância de seis meses.
Recordei das diversas vezes quando andei por aquelas ruas - seis meses.
Durante o trajeto chovia. Era uma chuva rápida e chata, até ouvir o estrondo do primeiro trovão, o qual trouxe dramaticidade àquela noite - seis meses.
A inquisição me aguardava. Não era santa nem profana. Era laica, completamente imparcial até mesmo à minha vontade de ir pra casa - seis mesess.
Provaria à mim mesmo se era capaz de não perder todo aquele tempo - seis meses.
Ao menos chovia e a fogueira da culpa não poderia ficar acesa - seis meses.
Em uma noite chuvosa seria decidido tudo o que havia passado - durante seis meses..

Fabiano Favretto

quarta-feira, 8 de julho de 2015

terça-feira, 7 de julho de 2015

Nem papel, nem caneta.

Quero escrever no teu corpo;
Não com tinta,
Mas sim com amor.

Não preciso de papel
Nem caneta.
Preciso de sua pele
Junto à minha.

Faremos dos movimentos os versos
De nossa respiração as rimas;
Faremos de nosso calor o tema
Dessa nossa pela poesia.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Fugido

A poesia tem me fugido.
E neste meio tempo,
Escrever eu só tenho fingido.

Fabiano Favretto

terça-feira, 30 de junho de 2015

Semestre

Adeus, semestre primeiro.
Que venha o segundo
Semestre por inteiro.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Seresta

Para Suelen:

Seresta, serenata
Esta que faço
Para a amada
Sem embaraço

Juntando os pontos,
Traçando retas
Tecendo contos
Para as bocas certas

Para que estas cantem
Os beijos do ar,
E para que beijem
Este duplo cantar

Das bocas entrecruzadas:
A minha e a sua,
Fazendo charadas
Para a cinza Lua

Que pálida vela
O nosso amor bonito
E que apenas ela
Nos mostre o finito,

O finito desta noite
Fria e que voa
E que o bravo açoite
Puna o vento que ressoa

Remediando a falta
Da tua presença perfeita
E conserta a ausência alta.
O coração se ajeita

Ao procurar seu nome
Nas estrelas do céu
Ao saciar minha fome
Dos seus beijos de mel.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Não te esqueças que eu te amo.

Não te esqueças que eu te amo.
Escreva num papel e prenda na geladeira
Para lembrar-se que te amo.
Não se trata de uma simples brincadeira.

Não te esqueças que eu te amo.
Amarre um lacinho em seu dedo,
Para lembrar que eu te amo.
Não haverá mais medo.

Não te esqueças que eu te amo.
Estarei sempre a te esperar.
Pois quando eu digo que te amo,
Amarei até a minha vida findar.

Não te esqueças que eu te amo.
Estarei sempre a te amar.
Pois quando eu digo que te amo,
Vivo somente por te amar.

Fabiano Favretto

terça-feira, 23 de junho de 2015

Broca

Astro-lábio
Mede
Céu-da-boca
Para ver
Estrela-cai-dente.
Logo,
Cárie-o-meteoro.

Fabiano Favretto

Bastam

Seus olhos já me bastam
Para me mostrarem,
Que sou dono do maior amor do mundo.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Meu amorzinho

Escreveria seu nome
Nas nuvens se possível,
Mas nome este que onde
Escrito, é perecível,
Prefiro dizê-lo assim,
Com calma e baixinho.
Sem pressa de chegar ao fim,
Complemento - "Te amo meu amorzinho".

Fabiano Favretto

sábado, 20 de junho de 2015

Seriamente

Te amo seriamente,
Com este amor, com o que se ama.
Amor este, de verdade
Se proclama,
Não somente se diz;
É amor destes que há amor
E que amando se é feliz.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Às vezes

Às vezes
Me acho burro,
Incoerente.
Quase Fabiasno.

Fabiano Favretto

Perfume

O perfume das flores
É inferior ao seu aroma
E melhores são os sabores
Quando seu mel a minha boca toma.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Refém

Fez de meu coração refém,
Mas não pediu resgate pelo mesmo.
Assim me fizeste bem
Prendendo-o forte, forte mesmo!

Fabiano Favretto


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Inconstâncias

O que de mim posso dizer ser constante
São simplesmente minhas inconstâncias.

Fabiano Favretto

Defenestrado

O frio que eu sentia na alma,
Era por ter deixado aberta a janela.

Fabiano Favretto

Frio

Eu tinha saudades do frio de Curitiba,
Mas não desse frio de minha alma.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cerol


Cruzam-se os palitos,
E a linha trançada delineia a armação.
Simpatia de malandro e a textura da seda
Preenchem os espaços definidos pelo fio.
Pica-se a sacolinha de mercado,
E prendem-se as fitinhas no fio.
Rabióla grande está pronta.
Faz-se o compasso
E envergam-se as arestas superiores.
Anexa-se a rabióla ao corpo
E prende-se a linha ao compasso.

Após tudo pronto,
Atenta-se ao vento
E ao menor farfalhar das árvores
Dá-se vida e espírito à pipa.

Levanta vôo, mas no céu,
Pipa sem cerol é presa fácil.
Segundos após estar nas alturas,
Percebe-se a pipa indo embora.
Moleques correm atrás aos brados e risadas
Na esperança de resgatar a pipa que cai.

O menino nada diz: 
Somente olha
Triste, pálido
O céu
Ao recolher a linha,
Enrolando-a
Na lata de achocolatado.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Farei amor

Farei amor
Com um amor já feito.
Feito é o meu amor.
Amo o amor eleito.

Amar a amada,
Amando que se ama.
Amor, poesia declamada;
Amor feito na cama.

Fabiano Favretto


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Não entram

Meus olhos olham e olham
Mas meu cérebro não se importa.
Apenas fragmentos inúteis restam.
As informações batem e batem na porta.
Insistem, insistem - mas não entram.

Fabiano Favretto

Invenção

O que alguns chamam de desespero,
Eu chamo de sublime tempo de invenção
Onde na vida criam-se temperos
para evitar uma tragédia, decepção.

Na verdade, se o desespero é presente,
A tragédia já fez-se como causa.
Mas a decepção é ainda ausente
Se a falta de esperança não me arrasa.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Açucarada

Seus lábios já beijei
Uma delícia açucarada.
E de mel me lambusei
Louca fome saciada;
Em ti eu me joguei
Não esquecerei de nada.

Fabiano Favretto

Esconde-esconde

Poesia,
Por que és assim?
Não deverias
Esconder-se de mim!

Fabiano Favretto

sexta-feira, 5 de junho de 2015

domingo, 31 de maio de 2015

Segue simples

Momentos 
Constantes
De acontecimentos 
Cantantes.
Inconstantes ritmos
Dançantes.


A vida segue simples o seu próprio ritmo.

Fabiano Favretto 

Parece adeus

Ela com sono,
E eu aqui morrendo de amor.
Apenas um boa noite
Para mim parece um adeus.


Fabiano Favretto

Seu

Todo seu, 
O meu amor.
Oh, meu amor
Eu sou seu.
Fabiano Favretto

terça-feira, 26 de maio de 2015

Que horas são?

Dê corda em meu coração
Tal qual em um relógio velho,
E verifique se as engrenagens
Continuam engraxadas de amor.
Ajeite os ponteiros
Para a hora certa de amar.
Não me importa qual é o fuso-horário
Deste lugar,
Ou qual as horas em Londres ou Paris.
Me importa te querer de hora em hora,
A todo momento.
Oscila o pêndulo,
As horas ecoam no espaço;
Bate coração.
Amor,
Que horas são?

Fabiano Favretto 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Simples

Dos seus braços abraços,
Do teu corpo o calor.
Da sua boca um beijo
Dado com muito amor.

Fabiano Favretto


quinta-feira, 21 de maio de 2015

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Construção

Tenho te amado em meus versos,
Teu corpo em estrofes, construção. 
Tenho feito das rimas os beijos
E dos teus abraços, palavras, a fundação.

Fabiano Favretto

Máxima

Poesia:
Ame-a ou deixe-a.
Fabiano Favretto

terça-feira, 19 de maio de 2015

Fazer amor

Fazer amor
Ao invés
De fazer a dor
Se manifestar.

Fazer amor.
Através
De seu calor
Me aconchegar.

Fazer amor,
Sim,
Fazer amor
Até o mundo acabar.
Fabiano Favretto

domingo, 17 de maio de 2015

Dependente

Te encontrei em meus versos,
E me perdi nos seus beijos.
Procurei caminhos inversos
Para realizar meus desejos.

E assim imprevisivelmente,
No teu abraço a glória encontrei.
E de forma simples, dependente
Do seu doce amor eu me tornei.

Fabiano Favretto

O que sobra?

Se não sobrar nem a esperança,
O que irá nos sobrar?

Fabiano Favretto

Retornar

Se o caminho da sua boca encontrei,
Nenhum outro caminho precisarei procurar
Exceto o caminho de seu abraço:
Este é o caminho ao que sempre irei retornar.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Entende

A sua boca não escuta o que digo,
Mas entende bem 
Como a minha língua funciona.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Muito mais

O caminho do desconhecido
E o frio na barriga
Tem feito muito mais sentido.

Fabiano Favretto

Pensar bem

As consequências
Serão maiores
Que as escolhas.

Fabiano Favretto

terça-feira, 12 de maio de 2015

Arma língua

A arma língua,
De fogo a estrela;
Ao céu-da-boca
Lança palavras,
Labaredas
Queimando
Frases e textos,
Assando poesias,
Achando poesias
Não-amenas
Não-mornas
Quentes
Em chamas.
A língua
Se agita
No êxtase
De cada letra.

Fabiano Favretto


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Imediato

Esta ansiedade
Pelo imediato
Tem me feito maldade,
Um ser caricato.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ah...

Há.
Alguém Há.
Alguém há de me dar valor algum dia.
Ah...

Fabiano Favretto

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Semana de cão

Posso dizer sem moderação
Que minha semana, 
Esta semana,
Está sendo uma semana de cão.


Fabiano Favretto

Click

"Parada!
Não se mexa!"
E assim lhe roubei
Uma fotografia.

Fabiano Favretto

Vegetativo

Traduzindo-me em linha frígidas
Teço na rocha fria a realidade
Mostrando ao mundo minh'alma vazia,
Casulo oco, pestilência e insanidade.

Mas tal como de terror um filme,
A rotina vegetativa me atormenta
E forço-me a querer estar firme
Mas o que é trivial me desorienta.

Já me falaram da tal felicidade,
Mas creio que seja somente uma lenda
Onde todos procuram com muita vontade
Algo intangível que os surpreenda.

Se meu veneno é a rotina
E o vazio tem sido minha morada,
Vou caminhar até a esquina
Desta pobre esperança abandonada.

Fabiano Favretto