quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Sem par

Por que tirastes a sede de mim?
Era tão feliz, tão pura e salute
Feita de sonhos e desejos
Paixões viradas do avesso

Espero que hoje ris
Do que um dia desprezou
Da sede que de mim tomou
Das palavras que de mim tirou

Nem sei mais por onde ando
Só sigo em frente, e vou
Ando a sós, par a par
Vida a vida, sem parar

Temo que voltes
E fiquemos sem palavras
E os versos se percam
Mais uma vez entre o sol e a escuridão

Grito, grito forte
Como um gavião sem asas
Sem destino
Sem direção

Veja! Veja o que fizestes de mim
Por onde andei, que nem vi!
Por onde te amei
Que hoje me pergunto se cheguei a sentir

Vou embora, para casa
Espero um amor por lá
Nessa vida escassa
Neste rumo sem par.

por Josiane Favretto Santett

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