domingo, 21 de maio de 2017

Todo grito é válido!

Faria muito mais sentido
Ouvir o que o povo pede!
Repensar os próprios atos,
A pressão a barreira cede.

Tentativas após tentativas
Eles buscam o poder.
Mas deles, as ações são destrutivas,
Estamos prestes a nos perder...
Resta a nós gritar, não podem nos vencer!


Fabiano Favretto

sábado, 20 de maio de 2017

É via

O fato é
Que o amor
É via de mão dupla.
Por que andas na contramão?

Fabiano Favretto

Devasto

O problema é este coração vasto:
Potencial morada para a dor.

Fabiano Favretto

Sempre não

Tens sido a causadora e o motivo
De minhas vãs esperanças,
Mas tenho somente lembranças
De ter um dia estado contigo.

Estou deveras cansado
De a você ter dado chances,
Pois até hoje nada me garantes
E eu estive tão preocupado.

Mesmo que eu sinta sua falta,
Não mereces a minha atenção!
Minha vontade de você era alta,

Mas você nem sequer fez menção
De um afeto (o meu se sobressalta):
O que tens me dito é sempre um "não".

Fabiano Favretto

terça-feira, 9 de maio de 2017

O escultor ou a escultura

Aquele que da pedra
Subtrai a massa
Em batidas e talhadas,
Nela forma engendra;

Qual mistério desta arte
Que antes pedra esquecida,
Torna-se agora apetecida
Por ter sentimento como parte?

Ante à milhares de milênios
Na rochosa formação lúdica,
Valoriza-se na pedra os veios

Que agora como túnica
Cobre a estética em anseios,
De forma pura e melódica.

Fabiano Favretto





domingo, 7 de maio de 2017

A chuva

Pouco mais que 8 da noite,
E o dia ressoa em meus ouvidos
Como pesadas trovoadas.
Há dor,
Ardor.
Amor? Isso não.
Apenas espero a fria chuva
A lavar
E levar
A elevar
As minhas penas.


Fabiano Favretto

Até quando?

Eu não estou bem.
Posso até parecer bem,
Mas não estou.
A pele em que habito
É apenas uma fachada
De um negócio
Que já faliu.
Antes o coração batia,
E os pulmões inflavam;
Hoje tudo funciona
Em modo automático.
Tenho automatizado
Meus meios de produção.
Não, não há
Mais criação.
Tudo é gerado automaticamente,
Pois todo o tesão se foi...
E a vida?
A vida deixou de ser.
A vida não é mais,
A vida se foi,
O corpo se move por baterias.
Exasperei demais
Pelos cantos,
Desesperei demais
Pelos meios.
A poesia se foi,
E não me disse se voltaria.
Sou apenas um recipiente
Cheio de engrenagens.
Verei até quando
Durarão as baterias.

Fabiano Favretto