quinta-feira, 24 de maio de 2018

Voodoo de Grilo



Me encontro entre alfinetes:
Como é que me inspiro?
Não procuro mais tanta gente...
Me fizeram um voodoo de grilo.

Minhas 6 patas não mais as sinto,
E minhas antenas foram arrancadas.
Não resultará em coisa boa - pressinto;
O que acontecerá quando vier a madrugada?

Estou num retrocesso metamorfósico
Que de inseto estou virando humano,
Dotado de alma sem propósito
Revertendo o estilo kafkiano.

E agora tenho mãos tão estranhas
Que tocam pessoas, mas não me tocam
Por serem singularmente vazias
E assim meus interesses se chocam!

Me encontro entre gentes
E não me sinto nada tranquilo...
A vontade de fuga vem eloquente:
Me fizeram um voodoo de grilo.

Fabiano Favretto



domingo, 13 de maio de 2018

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Sossego

Meu pé está gelado,
Também minhas mãos e braços.
Meu peito está gelado!
Estarei eu morto?
Ou estarei somente
Um tanto sossegado?

Fabiano Favretto

terça-feira, 8 de maio de 2018

domingo, 6 de maio de 2018

Pra pqp

O amor não existe,
O amor nunca existiu.
Se acaso você discorda,
Vá pra puta que o pariu!

Fabiano Favretto

Soneto do iludido

Você foi miragem
No meu deserto escaldante,
Como um oásis delirante:
Me deu até coragem.

Corri como um iludido
Afim de tuas águas encontrar.
Não foi de se admirar
Que fiquei tão deprimido.

É normal na carência
Esquecer-se de viver,
E viver fora da ciência

De que preciso ter
Para arrumar paciência
Para poder te esquecer.

Fabiano Favretto

Soneto do alucinado

Enquanto toda esta pátina
Está envolvendo meu coração,
(Por causa da saudade, em ocasião)
O tempo da vida amarela toda página.

Não sou capaz de submeter-me
A mais um domingo sombrio,
Sem que esteja definitivamente ébrio
Afim de não sentir-me um verme.

Perante toda a indiferença,
E durante todo esse estado
Não tenho nada que me convença

Fugir desse sentimento desesperado
Que talvez (com certeza) me vença,
Me deixando ainda mais alucinado.

Fabiano Favretto


Tédio recorrente

Tédio que se instala
No meu peito
Na minha sala
De um jeito
Que me abala

Fabiano Favretto

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Manuscrito da vida

Do livro que possuo derradeiramente,
Você é a mais bela iluminura
Que me encanta de forma eminente
E sana meu triste problema de leitura.

Fabiano Favretto