quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Onda

Que regurgita
E não se cansa,
E que se agita
E se encanta.

Gospe-conchas.
Come poesia:
De minha azia
Só debochas.

Engole minha casca
Pilantra-polímere-poética.
Mas com essência efêmera,
Afoga e engasga.

Leva meu cadáver 
Mas deixa minha arma?
Leva meu revólver
Mas deixa minha alma!

Leva o que é matéria
E tudo o que atrapalha.
Deixa somente a poesia
No tapete incólume da praia.

Fabiano Favretto

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