segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Grave

Poesia, barco a deriva,
Ao sabor das letras a navegar.
A palavra tímida ao ressoar
No papel torna-se viva.

Na folha branca a pensar,
Encontra-se o lápis irrequieto.
E n'um verso quase arquiteto
Quase hesita em planejar

Este devaneio perfeito
Do grafite-folha-frase
Onde marinheiro eleito

Dono desta embarcação grave
Faz dos seus sonhos alento,
O findar puro de um entrave.

Fabiano Favretto

Feliz em dizer que com este poema ganhei o concurso da PUCPR "Revele seus poutros talentos" na classe Alumni. *---*

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