sábado, 13 de agosto de 2016

Oleiro

Reclamaste do barro em que tens caminhado,
Mas esqueceste que este é seu trabalho.
És bom oleiro, mas é um homem falho
Ao esquecer-te de cada vaso já trabalhado.

Da substância que vem do seio da terra,
Com água tu dá formas ao que não tem vida.
Lembra-me de Deus, mas de forma atrevida
Trava consigo mesmo constante guerra.

Nos vasos que óleos transportarão 
Ou que talvez carregarão águas
Tu tens colocado seu coração

Que pulsa constante em batida ávida
Enquanto escorre pelas suas mãos
A misteriosa argila da vida.

Fabiano Favretto




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