terça-feira, 25 de outubro de 2016

Soneto encharcado

Se a chuva molhar,
Deixa que molhe!
Pois quando chove,
Algo haverá de mudar.

Mesmo que possa esfriar,
As roupas se molhem
E as lágrimas escapem,
A chuva haverá de passar.

Como a chuva seria
Sem o tato da pele?
Não mais haveria

Uma dor que expele,
Nem em nós caberia
Um amor que impele.

Fabiano Favretto


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