domingo, 4 de setembro de 2016

Esse eu perdi

Durante o trajeto de ônibus
Eu mentalmente havia escrito
Um poema bom, sem ônus
De bom grado, nada restrito.

Porém, eis que veio o chopp,
E como uma borracha escolar
O apagou, ele teve escape;
Eu não pude mais o encontrar.

Ainda vasculho as entranhas
Do meu cérebro vasto e imaginativo,
Mas só encontro teias de aranha,
Normal, procurarei um paliativo.

Fabiano Favretto

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