quinta-feira, 2 de abril de 2015

Derrota de um rejeitado

Eu, homem insignificante,
O mais desprezível dos seres,
Atraído por vontade secante
Sucumbo à uma vida de desprazeres.

Como se não bastasse o desprezo,
Está o amor a flagelar-me
Iniciando com sentido coeso
De vez essa fase a humilhar-me.

Análogo à esta queda de conjuntura
Estão os cupidos delinquentes a me flechar.
Meu coração já pobre, em penúria
Está sozinho no chão a se arrastar.

Pior do que um verme podre,
Está esse meu papel ante a sua vida.
Sem valor, nem sequer atitude
Prevejo mais uma futura recaída.

Esganiçado percevejo delirante
Sem dignidade e sem calma;
Me tornei um vagabundo errante
Sem paz, sem saúde, sem alma.


Fabiano Favretto


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