quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Olvido surdo

És o poema mais triste
Que eu já escrevi,
Com versos que vivi,
Com os "nãos" que me rimastes.

És dor e ilusão,
Onde nas estrofes invento,
Lágrimas, ao sabor do vento
E maldita solidão.

És a métrica do absurdo
Onde mora a palavra mortal,
Que dita sempre em múrmúrio

Rasga o silêncio fatal
De um olvido surdo
Entregue à todo o mal.

Fabiano Favretto

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