domingo, 3 de dezembro de 2017

Do compasso do tempo

Cada ano somado
É subtraído de tua existência,
E assim, em essência,
Seu tempo é aniquilado.

Em cada aniversário passado,
Comemora-se o tempo presente,
Ao passo que nem sempre este
Merece ser comemorado.

Quanto mais existo, menos sou
Pelo fato de que menos me resta.
Desse sólido, me sobraram as arestas

E lembranças do tempo que passou;
Seriam as causas, estas,
Determinantes de quem sou?

Fabiano Favretto

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