sexta-feira, 17 de março de 2017

Não mais me existo

Pareço ser feliz, estar bem assim... Mas o fato é que a onda bate sempre mais forte do lado de dentro, e a muralha está prestes a ceder...
Não, não derramem lágrimas pela minha ausência, afinal todo defunto vira bonzinho, mas assim talvez eu não o seja na vida.
Lamento, mas não sou bom, nem sou preciso, nem sou o mínimo do que é necessário para ser notado.
Medíocre em minha essência, medíocre em minha ausência. Eu vou, mas deixo meus livros, pincéis, uma viola e um violão.
Façam o que quiserem, mas quando a onda bater, saberão o que aconteceu. Eu não mais me existo.

Fabiano Favretto

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