sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A pé

O motor do meu peito
Está há muito sem combustível
Para poder tirar-me deste leito,
Feito de dor fria compreensível.

Não há força motriz sufiente
Para sustentar minha alegria,
E não há encanto permanente
Que conserte esta avaria.

Enquanto estiver vazio
De amor o coração no peito,
Vagarei a pé, sozinho,
Já que não há outro jeito.

Fabiano Favretto

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