sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Profanador

Profano e insensível
Da pele rosa e coração vazio.
Excitação incompreensível,
Ladrão insensato e frio.

Os olhos pequenos
Mochila de restos mortais.
A roupa suja e com remendos
Tingida com tons sepulcrais.

Seu propósito é desconhecido
E seu caminho é incerto.
Sua pobre alma tem empobrecido
Por ver sempre a morte de perto.

Um colecionador de ossos
Aficcionado em seu próprio mundo.
Cavando na propria vida fossos
Caindo cada vez mais ao fundo.

Porco-homem,
Bicho sem moderação.
No pós-mortem
Não precisa bater um coração.

Fabiano Favretto

4 comentários:

  1. Só quem se garante, hein? rs
    Adorei!!

    Beijoo'o

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    1. Grato, Simone :3
      Fico feliz que tenha gostado O/

      Volte sempre que puder.

      Beijos

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  2. Bem diferente do que escreve, gostei ficou bem escrito e surreal

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    1. Obrigada, Carol.
      Às vezes é preciso mudar um pouco né? rsrs

      Volte sempre que puder.

      beijos.

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