quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Luz da Lua

As suas mãos o caminho apontam,
E os seus olhos dizem o contrário.
No caminho desatinos se aprontam,
Mesmo que a viagem não tenha horário.

Se estivermos na grama deitados,
E a luz do Sol em nosso rosto bater,
Esperarei desconcertante e exasperado
Que seja o Sol do amanhecer.

Os teus bonitos cachinhos ruivos;
Também me agrada tua doce boca de flor.
Andarei um dia por estes caminhos curvos
Cuidando para não morrer de amor.

Te darei a Lua como presente,
Para vê-la refletida em seus olhos.
Na luz prata, pálida e adjacente,
Está teu rosto gravado em meus sonhos.

Fabiano Favretto

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