domingo, 14 de julho de 2013

A colina

Era um domingo de julho. A brisa suave, porém fresca e contínua, trazia a lembrança da decorrente estação, embora o sol tenha dado ao dia um toque outonal. Verdade é que estava eu parado, observando os movimentos dos capins naquela colina: verdadeiras ondas, em movimentos constantes quase circunflexos.
A colina surpreendia e fascinava-me: sentia-me ausente ao mundo e à todos. Tentei chegar ao topo da colina mas parei quando cheguei próximo à uma cerca de arame farpado. Eram arames tão esticados, que quando a brisa passava entre eles, produzia sons de uma quase-sinfonia.
Detive-me ali. Observei o obstáculo e voltei à mim. Dei  de ombros, virei as costas para a cerca e voltei em direção oposta ao topo da colina. Observei o trajeto acidentado que havia enfrentado durante a subida, e me peguei refletindo sobre coisas cotidianas e não importantes. Continuei meu trajeto em linha reta.
A colina continuou lá, exibindo sua magnitude e convidando-me a transpassar aquela cerca. Fecho meus olhos - DESAFIO ACEITO.


Fabiano Favretto

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