sábado, 30 de novembro de 2013

Gaveta

Naquela gaveta
N'uma velha escrivaninha,
Em uma caixa empoeirada,
O coração,
O pobre homem guardava.

Só o retirava
Quando escrevia,
Ou quando
A saudade aumentava.

Remoía-se em pesares
Culpando-se
Daqueles males
Que há tempos consigo
Haviam.

Novamente na gaveta
O coração Trancado ele deixou.
Não mais escreveu,
E não mais o tirou.

Mesmo que
Do amor recordasse,
E que a saudade
Apertasse
De uma coisa sabia:

Não há frases,
E nem remendos talvez,
Que um coração solitário
Tornem feliz outra vez.

 Fabiano Favretto

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