terça-feira, 27 de agosto de 2013

O sedentário.

O sedentário,
Coitado!
De sede
Quase morreu.

Mesmo com sede
O preguiçoso
Parado
Permaneceu.

Muita preguiça.
Falta de empenho.
Das próprias pernas
Ele esqueceu.

Mas que sorte,
Que este ocioso tem:
O telhado quebrara
E à tarde choveu.

Com a chuva,
A sede matou.
Mas numa bela gripe,
O coitado se meteu.

Das pernas lembrou-se,
E quis da chuva sair.
Fez força e desajeitado,
A perna mexeu.

Envergonhado estava
Da sua atual situação.
Não ser mais ocioso,
Foi o que a si prometeu.

Fabiano Favretto

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