sexta-feira, 4 de março de 2016

O eu ali.

Numa conversa com o outro eu
Não vi sequer alguma semelhança.
O eu ali não me compreendeu
Nem sequer achou verossimilhança.

Tenho cotidianamente reparado:
O espelho tem me ocultado verdades.
Seja manhã fria ou quentes tardes,
Tenho sentido de mim separado.

Mas os olhos ainda são os mesmos;
Os mesmos olhos brilhantes e ternos.
Há quem acredite que há brilho eterno,
Mas creio que estejam brilhando menos.

Em um certo dia eu confessei à minha consciência,
Que por Deus do céu, me julgava inconsciente.
Não sabia eu, que era meramente de algo, ciente.
Era repleto de mim mesmo, vácuo, inexistência.

Fabiano Favretto

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