terça-feira, 30 de abril de 2013

O amor devassamente não mais existirá

Estava sem ideias para escrever um poema e um amigo meu (Neto) me deu uma ideia: "Escreva o poema que um marinheiro do século 18 estava escrevendo pra sua mulher antes do navio afundar". Ideia dada, tentarei escrever. Aí vai:



Súbito e vulgo palpita
O coração consternado
De um homem que abdicou de seus tesouros.

Envolto em irrefragável dor
Meiamente lhe redijo
Primícias e achadegas palavras.

O amor não lhe mais acoutarei
E de vós terei alforria
Permanecendo em morte degredado.

As ondas do bergantim levarão a ti
As palavras desse abistentado e afortunado sonhador.
E o amor devassamente não mais existirá.


Espero que tenha ficado bom. Foi um desafio grande escrever com palavras antigas e diferentes (rsrsrs), mas com certeza valeu a pena pois foi uma nova experiência, e além disso pude aprender novas palavras. (:

Fabiano Favretto

2 comentários:

  1. Uma boa recomendação e um bom poema. Adorável, Fabiano.


    Fique em paz,
    Amanda.

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    Respostas
    1. Muito obrigada! (:

      Gosto de um desafio. São coisas assim que fazem a cabeça da gente funcionar (rsrs).
      Fico feliz em perceber que meus poemas agradam alguém. Isso me deixa motivado a escrever.

      Abraços,
      Fabiano.


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