segunda-feira, 16 de abril de 2018

Rugidos castanhos

Para Kauane

As histórias da terra
E seus olhos castanhos
Não soam estranhos:
São flechas numa guerra.

Não fosse esse mar de gente
Ou essa falta de serenidade,
Talvez a tua (ou minha) ansiedade
Não fosse tão aparente.

Há quem diga que o tempo nos mate,
Há quem diga que o vento nos chame.
Há laços que pelo sangue desatem,

E laços alheios para que se ame.
Olhos, me olhem ou me enganem!
Tens aquilo que em meu peito brame.

Fabiano Favretto

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