quarta-feira, 6 de maio de 2015

Vegetativo

Traduzindo-me em linha frígidas
Teço na rocha fria a realidade
Mostrando ao mundo minh'alma vazia,
Casulo oco, pestilência e insanidade.

Mas tal como de terror um filme,
A rotina vegetativa me atormenta
E forço-me a querer estar firme
Mas o que é trivial me desorienta.

Já me falaram da tal felicidade,
Mas creio que seja somente uma lenda
Onde todos procuram com muita vontade
Algo intangível que os surpreenda.

Se meu veneno é a rotina
E o vazio tem sido minha morada,
Vou caminhar até a esquina
Desta pobre esperança abandonada.

Fabiano Favretto

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