quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ah...

Há.
Alguém Há.
Alguém há de me dar valor algum dia.
Ah...

Fabiano Favretto

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Eu sou.
      Mas não queria fosse eu somente.

      Abraços.

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  2. Claro que há! E o comentário acima diz tudo. Primeiro a gente mesmo.
    beijos

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    1. Será?
      Ando duvidando um tanto disso.
      Me amo, mas assim, não me completo.

      Bjs

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  3. ola fabiano tomei a liberdade de traduzir um poema seu que gostei muito no meu blogue com as devidas referencias e link para o poema original... caso queira fazer alguma correção ou mesmo permissão posso retirar sem problemas.

    um abraço


    Mais ce qui est mort, et ce est le temps
    Sinon malchance de cette vie qui passe?
    Il est funèbre et un gémissement impair
    Quand l'vie c'était amortisse a la vapeur.


    Et si montres ne sont pas métrique
    A ce petit morceau de notre temps?
    Si cloches de l'église ne sont pas sonné
    Serions-nous sauver tristesse?


    Comme il y aurait un début à offrir
    Si la terre vierge n'a jamais été entachée?
    Avec os et des épines pour se décomposer
    Graines germées né fleurs.


    Comment peut-on l'homme, l'eau et l'carbone
    Recroqueviller vers l'bas avant l'fin imminente,
    Abandonnant rêves dans ce sommeil interminable
    Dans votre vie terne, banal et décadente?



    Boîte en bois, anneaux d'or et les vers
    L'montre de la nature nettoyer l'inutile.
    Gauche sur les cheveux, les os sans signes de cuir,
    Faire la décoration d'or de la ossuaire nouvelle.


    Et si les pointeurs des montres avancer,
    Reculé moyens non-parnassiens:
    Ouvrirait les yeux qu'un jour fermé
    Et nous sauver d'une vie froide et le profane?

    Cette vie que nous appelons le temps,
    Et dans cette danse que nous appelons la mort
    Nous sommes dans cette valse avec l'intention
    Pour survivre l'élégie du sort.

    [original]

    Mas o que é a morte, e o que é o tempo
    Senão desventuras desta vida que passa?
    Há um fúnebre e um lúgubre lamento
    Quando a vida esvai-se tal qual fumaça.


    E se os relógios não fossem regrados
    À este nosso pequeno pedaço de tempo?
    E os sinos das igrejas não fossem soados
    Haveria-se de poupar entristecimento?


    Como haveria um começo a propor-se
    Se a terra virgem nunca fosse maculada?
    Com os ossos e os espinhos a decompor-se
    Nascem flores da semente germinada.

    Como pode o homem, água e carbono
    Acovardar-se perante ao fim eminente,
    Abandonando sonhos neste sono eterno
    Desta sua vida tola, banal e decadente?

    Caixa de madeira, anéis de ouro e vermes
    O relógio da natureza limpa o desnecessário.
    Sobram cabelos, ossos sem tons de peles,
    Faz o ouro a decoração do novo ossário.

    E se os ponteiros dos relógios que avançam,
    Retrocedessem de formas não-parnasianas:
    Abririam-se os olhos que um dia se fecharam
    E pouparia-nos de uma vida fria e profana?


    Nesta vida a qual chamamos de tempo,
    E nesta dança a qual chamamos de morte
    Estamos nós nesta valsa com intento
    De sobreviver a elegia da própria sorte.

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    1. Caro ramonlvdiaz, ao mesmo tempo em que fiquei surpreso
      com a tradução, fiquei feliz e satisfeito.
      Foi uma das coisas mais legais que já fizeram com uma poesia minha.
      Estou muito grato pelo trabalho.

      Abraços!
      Fabiano Favretto

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