terça-feira, 15 de setembro de 2015

E se eu indagasse

E se eu falar das armas ao invés das flores?
E se eu falar das guerras ao invés dos amores?
E se eu responder qualquer frase sem sentido?
E se eu não conseguir ser compreendido?
E se eu não indagasse
Talvez com poesia
Eu não engasgasse.

Fabiano Favretto

Brincado

E eu que achava
Que poderia brincar
Com as palavras.
Acabei brincado.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

17hrs

- Pode chá.
- Pó de chá?
-Pede chá!
-Pô, deixa?
- Podexa!

Fabiano Favretto

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Soneto para-alienado

Eu, mísero verme espectador
Servo da opinião midiática
Julgo a tudo de maneira lunática
Pelas ações de quem sou seguidor.

Minha razão jamais empírica,
Sobrepõe a minha vazia alma
Me fazendo rir e perder a calma
Quando recebo alguma crítica.

Minha cabeça está tão vazia,
E meus olhos estão vendados.
Toda informação real causa azia

É pesado da ignorância o fardo
E já não faço o que eu fazia;
O facebook tem me ajudado.
Fabiano Favretto

Sem par

Por que tirastes a sede de mim?
Era tão feliz, tão pura e salute
Feita de sonhos e desejos
Paixões viradas do avesso

Espero que hoje ris
Do que um dia desprezou
Da sede que de mim tomou
Das palavras que de mim tirou

Nem sei mais por onde ando
Só sigo em frente, e vou
Ando a sós, par a par
Vida a vida, sem parar

Temo que voltes
E fiquemos sem palavras
E os versos se percam
Mais uma vez entre o sol e a escuridão

Grito, grito forte
Como um gavião sem asas
Sem destino
Sem direção

Veja! Veja o que fizestes de mim
Por onde andei, que nem vi!
Por onde te amei
Que hoje me pergunto se cheguei a sentir

Vou embora, para casa
Espero um amor por lá
Nessa vida escassa
Neste rumo sem par.

por Josiane Favretto Santett