segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Soneto da vida que vai

Quando a vida vai
E não mais volta,
Em mim surge a revolta
E a felicidade se esvai.

Me tomam as horas

E me tiram os dias,
E de maneiras frias

O tempo vai embora.

A vida que em resta
É além do que alcanço.
Olho pela fresta

Equilibro-me ao balanço
Do que ainda presta
Para ver se longe avanço.

Fabiano Favretto

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