terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Aos Trancos e Barrancos

   Em um planeta qualquer, em uma galáxia imensa, viviam seres em perfeita harmonia tanto com seus semelhantes, como com o ambiente em que se encontravam. Certo dia souberam que em um lugar muito distante havia um planeta semelhante, um planeta azul a que chamavam de Terra.
   Todos  ficaram entusiasmados com a notícia e buscaram todas as informações possíveis sobre este planeta e seus habitantes. Descobriram que este planeta possui uma diversidade gigantesca, com muitos seres e plantas de todos os tipos, cores e tamanhos, mas um em especial se destacava: O ser humano.
   Ao pesquisar sobre este ser em específico, se maravilharam com sua esperteza, com sua cultura e com tudo o que haviam feito até hoje. Foi uma ótima notícia a descoberta de outro tipo de vida inteligente.
Descobriram uma data - um costume - em que todos se uniam, pregavam a união, a paz e a prosperidade, onde todos respeitavam-se mutuamente independente de sua condição social, aparência ou etnia. A esta data fantástica dava-se o nome de NATAL.
   Motivados pela descoberta, resolveram ir ao Planeta Terra um pouco antes da data pesquisada. Chegado a véspera desta data que é tão esperada entre os humanos, os visitantes ficaram abismados com a desigualdade em que a maioria das pessoas se encontrava, com o consumismo excessivo, o descaso para com os seus semelhantes, e a hipocrisia - sim, a hipocrisia - um alto grau de falsidade e ignorância, ignorância esta que ocorria até mesmo entre famílias. Um natal  em que comprar é melhor que partilhar, que TER mais é SER mais, um natal em que o principal motor é um fardo de papel verde com números impressos. Um natal de mentira.
   Abatidos e desencorajados para realizar um contato direto com os humanos, resolveram voltar à seu planeta de origem, lamentando-se e  indignando-se cada vez com as atitudes dos seres que achavam tão inteligentes e promissores. Uma votação entre os seres visitantes foi feita. A decisão foi a destruição do planeta, já que a vida "inteligente" que o ocupava não era tão desenvolvida o suficiente à ponto de considerar o respeito e a vida em sociedade como um grande benefício para todos.
  Porém, um dos seres ao olhar para trás, observou que nem tudo era trevas. Sim! mesmo que minoria, algumas pessoas ainda se importavam com seus semelhantes e com todos os demais seres que residiam no planeta.
   O assunto foi discutido e a destruição do planeta acabou sendo cancelada. Apesar do cancelamento, os visitantes decidiram vigiar o planeta, determinando o futuro desta imensa bola azul.
   Ainda hoje o planeta resiste, aos trancos e barrancos a humanidade caminha. Se é para a destruição ou para um futuro brilhante, eu não sei. Somente quero um natal que não se encontra em uma prateleira.

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