Minhas poesias
São tímidas.
Na verdade,
São envergonhadas.
Pouco aparecem
Ou se manifestam.
Quando "dão as caras",
Como é difícil capturá-las:
Geralmente estou no ônibus
Sem papel
Ou qualquer outro meio
De registro.
Comprei um caderno,
Mas não é o suficiente.
Quando a ideia surge
"PUF!" já sumiu.
Chego em casa
E forço a memória.
Se não fosse minha teimosia,
Eu nada haveria escrito.
Tento, invento
E remendo algumas ideias.
No fim é este o resultado:
Os reclames de um teimoso.
Fabiano Favretto