quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Chão frio

Nesta tarde chuvosa e primaveril,
Foi sujo o mármore negro
De minha alma pobre e gentil.

Com areia da desesperança,
Fiz um castelo no chão frio.
Construí o alicerce de vingança,
E as torres com ar doentio.

Imponente arquitetura,
De tijolos irregulares trançados.
Impotente bravura.
Torno-me assim um ser desgraçado.

Fabiano Favretto

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