Que hora perfeita
Para um arco-íris
Não fosse agora noite.
Fabiano Favretto
Eu, eu mesmo.
Escrevo poema por ser preguiçoso,
É só escrever qualquer coisa:
Se rimar é lucro,
Se não rimar é verso livre.
Sobre a métrica,
Faz parecer mais com poesia.
Não me vale o esforço.
Não existe régua
Grande o suficiente
Para medir
A minha preguiça.
Amém.
Fabiano Favretto
Eu bebia até
Não ver o fim da garrafa.
Não era alcoólatra
Mas devia ir alcoolista.
Fabiano Favretto
Hoje é segunda-feira
E não cacei nenhum bar,
Fosse anos atrás
Eu saberia onde ir.
Cartão de crédito e fígado
Não se pode ter os dois.
Fabiano Favretto
Esperaria
Mais agora
De esperar.
Esperei,
Mas agora
Desespero.
Das esperas,
Agora mais
Desesperaria.
Desesperaria,
Mas a hora
Esperou.
Fabiano Favretto