sábado, 22 de dezembro de 2012

Me resta esperar.

Me resta esperar o seu sorriso,
Fugir deste empecilho,
E espero que você também fuja.

Se de minha pessoa não gosta, 
Talvez não tivesse dado-me sua atenção.
Atenção?! Coisa fácil de conseguir,
Difícil de perdurar..

Mas quando falta comunicação,
Barreiras surgem,
Muralhas são construídas
E a distância é inevitável.

Quem sabe o empecilho não some,
A muralha vai ao chão,
E a distância acaba.
Novamente tenho a ti.

A esperança volta,
O coração bate,
E em você..
Permanecerei!

Fabiano Favretto

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Espaço

Enquanto muitos vivem em aquários, 
eu faço fogueira e moda de viola em meu jardim.


Fabiano Favretto

Frase não escrita por mim #6

Se todo mundo pode ter. Porque ter? Ouro por exemplo, é caro porque é raro. Estende-se isso para outros fatores da vida.

Nikolas Billwiller Godoy

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Luz

Como é bom este sol.
Sua luz amarela me acalenta
Nas manhãs de quarta-feira.
E a todos sem indiferença,
Com precisão ilumina.

As flores agradecem,
Os passaros se regozijam
E eu sofro distante
Somente sua luz eu tenho
E somente em seus olhos não a vejo

Morrendo aos poucos estou.
Mas vou feliz,
Já que ao menos sua luz eu presencio.
Contigo sonho e sonharei 
Entre fatídicos suspiros
Até o próximo amanhecer.

Fabiano Favretto

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ignorado

Assim como eu,
Esta poesia será ignorada.
Não reclamo (talvez lá no fundo sim),
Fabrico estes versos.
Mas os forjo com uma ponta de tristeza.


Talvez não seja ignoração..
Talvez seja apenas ausência..
De seus olhos, de consideração??


Não, Não. Não!
Exerço ainda algo,
Parece importar-se,
Um pouco talvez..
Não muito. Quem sabe?
Insistente em deletar-me,
Busca supérfluos motivos
Para na eternidade desintegrar-me.

Fabiano Favretto

domingo, 2 de dezembro de 2012

20!

Quem diria que duas décadas se passaram!
Um sentimento estranho me invade..
Pensamentos e lembranças,
De tempos que eu tenho mais saudade.

Vivi pouco ainda. Eu sei!
Mas não sei se coisas boas fiz,
Se coisas concretas realizei,
Se que o tempo que passou eu quis..
Que voltasse à mim outra vez.

Em voltas o relógio não para.
Incansáveis os ponteiros giram,
Em uma volta de tempo e espaço,
Em inconstâncias de acontecimentos ficam.

Daqui em diante,
Quero levar a vida menos a sério.
Pisar descalço na grama molhada,
Aproveitar as tardes de sábado,
Degustar de bom grado cada mistério.
Quero Levar a vida,
Assim como se leva uma pequena criança:
De mãos dadas, em passo lento,
Pela beira da Estrada.

Fabiano Favretto