sábado, 31 de janeiro de 2015

Mais uma vez

Janeiro foi-se como mais um mês:
Correu, voou, e tanto fez,
Que acabou dando esperança 
Mais uma vez.

Fabiano Favretto

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Difícil

Estou conseguindo notar:
Está ficando difícil 
Em ti eu não pensar.

Fabiano Favretto

Métrica

Queria poder
Dividir-te em estrofes,
Para eu poder ler
A você em várias partes.

Mas o conjunto da obra
Tem sido mais efetiva:
A beleza lhe sobra,
Transborda. É viva!

Se eu te recitasse em versos,
Seria bem devagarinho
Para degustar-te sem excessos
Com vontade e com carinho.

Poderia querer fazer prosa,
Mas sei que amor é poesia.
Queria beijar sua boca de rosa
Fazendo minha vida menos vazia.

Nesta tentativa de métrica,
Queria que olhasses para mim
Fazendo ao meu amor uma réplica,
Em um verso belo que não tenha fim.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Melodia

Em melodia seus olhos
A me fitarem assim:
Neste compasso marcados,
Da música não querem o fim.

Mas se o tom vem a ser alto
E a intensidade eleva-se ao céu,
Bate forte o coração em saltos
Em harmonia com tons jogados ao léo.

Se é doce a melodia,
Acompanho-a suavemente
Levando-a comigo todo dia
No meu coração e em minha mente.

Fabiano Favretto

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Devagarinho

Dos bons tempos me sobraram
Somente recordações.
Da foto velha, cores que desbotam:
Não há muitas variações.

Os bons tempos que se foram,
Me pego a recordá-los sozinho;
Mas os tempos que aqui sobraram,
Escrevo-os assim: devagarinho.

Fabiano Favretto

domingo, 25 de janeiro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

Presente

Presente será,
Se presente
Ela estar.

Alegria trará
Se sinceramente,
Um abraço me dar.

Presente será
Se continuamente
Em ti eu pensar.

Fabiano Favretto.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Paranaense

Da terra que tem pinhão,
De lá eu sou nativo,
O Paraná, estado querido,
Eu levo no coração.

Da erva-mate ao café,
O Paraná tem suas riquezas,
O céu, o mar e até
Um simples lugar tem beleza.

Paraná dos três planaltos:
São grandes as histórias,
E maiores as memórias
Que aqui já se passaram.

Paranaense eu sou,
E paranaense ainda vou ser.
Mesmo que a vida se finde:
Paranaense até depois de morrer.

Fabiano Favretto

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Fogão à lenha

Fogão à lenha,
Que saudade me dá!
De quando menino,
Tempo de piá.

Quantas histórias
De terror já contadas...
Quantas as horas
Ao seu lado passadas?

Tempos queimados
Como a lenha em brasa
Mas que ainda estão guardados
Em minha memória vasta.

És tu, fogão,
Parte de minha infância.
Uma parte que até então
levarei como lembrança.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Ressaca

Vinho
Bem de longe,
Trazido
Aos montes
Nestes caminhos
De chão
Batido:

Vinho
que eu gosto,
Venha
Que eu tomo
Uma taça,
Em companhia
Cheia de graça.

Dividimos
Garrafas
Em bebedeiras
Desordenadas.
No sereno dormimos
Esperando 
Que o vinho
Não deixe ressaca.

Fabiano Favretto

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Todo dia

As folhas do teu corpo
Varridas pelo vento
De meu sopro.
Todo dia
Poderia ser outono.

Fabiano Favretto

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Certeiro

Se um sorriso de canto
Diz tanto,
Quem dirá um sorriso inteiro..
Deve ser tiro certeiro.


Fabiano Favretto

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Preâmbulo às batidas do coração.

Se pensas em não sofrer,
Fortemente o amarre.
Se isso estranho lhe parecer,
Ao menos se prepare:

Pode ser que às vezes ele descompasse
Do ritmo comum de ser humano
Batendo num ritmo frenético de enlace
De um amor sujo, quase profano.

Se pensas em viver,
Não dê corda nesta máquina.
Mas se acaso acontecer,
Faça do azar peça pequena:

Pode ser que as engrenagens enferrujem
Ao simples toque de ódio sincero
Soltando peças que como leões rugem
Desgastadas em sofrimento eterno.

Se pensas em crescer,
Admira-me seu otimismo.
Se a pressa a ti vencer,
Avisarei da vida o cinismo:

Pode ser que no interior, seja frio o coração
Batendo em marcha lenta, manca e bucólica
Até que o amor que faz sofrer, torne-o então,
Rápido, quente e impreciso: marcha simbólica.

Fabiano Favretto

Aceitei

No banco da praça,
Estava ela
Tímida e silenciosa.

Me aproximei
E pedi licença.
Ao seu lado me sentei.

Olhei para ela
E ela me olhou.
Era triste e bela.

Naquele instante
A abracei.
Eu estava confiante.

Naquele comento inconstante,
Abracei a minha
Solidão sempre presente.

Fabiano Favretto

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Mais simples

Por mais simples
Que possa parecer,
Quando ouço Caetano
Lembro de você.

Fabiano Favretto

domingo, 11 de janeiro de 2015

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

É complicado

Tudo que é
Mas não parece,
Parece ser
O que não é.
Mas o que é,
E se parece,
Não parece
Ser.

É.

Fabiano Favretto

Porém

O que uns dizem que é amor,
Eu diria que é azía.

Fabiano Favretto

Tinta

Farei para cada viajem,
Uma aquarela
Como homenagem.

Se um dia descolorir,
Tinta sei onde encontrar:
Basta eu sair
E viajar!

Fabiano Favretto

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Envergonhada

A lua, envergonhada,
Por detrás das nuvens,
Fria se esconde.

Tímida em luz pálida,
Não sabe de onde vem
Nem sabe se vai. Aonde?

Fabiano Favretto

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O amor é assim:

O amor é assim:
Bate e derruba,
Mas a gente nunca cansa de apanhar.

Fabiano Favretto

Pernilongo

Dos animais criados,
Teve o pernilongo
Uma missão especial:

Ser insuportável,
Fazendo-nos tolos
Reféns de sua picada fatal.

Atormenta-nos
Nas quentes noites
De nosso verão,

Tornando-nos
Espectadores descontentes
De seu barulho de avião.

Palmas para ele
Mas não é agradecimento;
Na próxima o acerto.

Inseticida nele!
Não quero mais tormento.
Serei agora mais esperto.

Fabiano Favretto 

Encruzilhada

Cruz grande,
Cruz na estrada.
Cruz no chão:
Encruzilhada.

Fabiano Favretto

sábado, 3 de janeiro de 2015

Ser!

Por que ser normal, se ser louco é a melhor opção?

Fabiano Favretto

Cérebro

Certo,
Celebro
Célebre
O meu 
Cérebro
Incerto.

Fabiano Favretto

Máscara

Comprei uma máscara
Para sorrir escondido
Por detrás das paredes
Do ser-surpreendido.

Nesta máscara,
Escondi minha raiva:
Minha face ninguém viu.
Minha face alguém verá?

Fabiano Favretto

2015

Que 2015 seja bom..
E que eu seja melhor!

Fabiano Favretto